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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Faceis de enganar



Um povo que nem sabe ler nem sabe escrever é um povo facil para ser enganado. A frase foi pronunciada pelo “Ché” Guevara há mais de quarenta anos. No entanto, é para mim cada vez mais certo que a sua vigência e atualidade é agora mais foi mais forte do que nas últimos décadas.

Há quem pense que esta último afirmação é um exagero pela minha parte. Convido a quem pense assim que revise os jornais dos últimos tempos o mesmo da última semana. Só precisará de olhar para uma parte dos destaques para comprovar que o único projeto dos atuais governantes é esmagar o ensino público enquanto falam de grandes vozes da necessidade de melhorar a formação da nossa juventude.

Proponho em este mensagem simples mente dois exemplos dos últimos dias. A primeira foi uma notícia publicada no diário Público há apenas uma semana. A informação da conta de que só no último ano mais de treze mil (sim, no estou a enganar-me) professores foram despedidos. Ainda por cima, a notícia lembra que neste mesmo ano, os cortes nos planteis dos centros de ensino terão de continuar como única via para cumprir com as “recomendaçoes” (leia-se mandatos direitos) da Troika.

A segunda notícia poderia até ser considerada a consequência lógica da anterior. O melhor professor do mundo, um docente português assim reconhecido no ano passado, vai deixar Portugal para passar a viver e ensinar na Holanda. As razoes dadas pelo professor eram, por fazer um resumo, que se ficasse em Portugal, as suas possibilidades de promoção veriam-se quase fechadas.

É assim que os dirigentes andam a preparar o futuro do pais. Não só empurram aos jovens para deixar Portugal mas mesmo fecham as escolas para os mais jovens não ter formação....


Em fim, sinto que esta mensagem resultou duro de mais. Mas por vezes nem vontade de fazer brincadeiras deixam-nos no corpo. No entanto, preferi incluir um bico optimista ou quando menos engraçado. É este o video da canção que a turma esteve a trabalhar na última aula. Trata-se de um tema do grupo os Azeitonas “Oh, Cúpido”. Era São Valentim e, claro, foi impossível para a professora Lígia não encher a aula de amor e açúcar. Desfrutem-na (o sofram-na)  e não peguem muita conta nestes os meus desvarios.

sábado, 15 de dezembro de 2012

Nas aulas: música para o futuro

Expressar hipótese, falar do futuro, falar do já passou.... Estas e muitas outras são algumas das possibilidades que da o futuro o conjuntivo, quando usado corretamente, claro. O tema central das nossas últimas aulas foi o uso deste tempo verbal e de todas as conjunções que podem combinar-se com ele. 
No ano passado, enquanto estávamos a estudar algum tema, eu pendurava os meus apontamentos. Achava que era uma boa maneira para eu ajudar aos colegas. Bom, mas nesta altura do ano julgo ser muito melhor ajudar mas de outra maneira.
Foi por isso que decidi que a melhor maneira de eu colaborar ao estudo do futuro era com música. Por isso, nesta mensagem apresento un tema a incluir o futuro de conjuntivo na sua letra. 

A primeira é de A Naifa, um dos meus grupos portugueses preferidos. Chamá-se "Gosto da cidade" e parte do seu último disco. 



Caso eu encontrar mais alguma, pendurava también. E claro, se alguém dos que lerem esta mensagem conhece algum otro tema a usar estruturas do futuro, enviem-nas ao blogue num comentário o mesmo ao meo correio eletrónico: ocolegapereira@gmail.com

sábado, 1 de dezembro de 2012

É sexta feira (Bom emprego já)


É assim que se intitula a canção na que a gente trabalhou na última sexta feira. Trata-se de um tema do cantor de hip-hop, Boss A.C. Obviamente, tem muito a ver com o tema do que estamos a falar nestas semanas: o desemprego. No entanto, fala dele com muito humor e, como o próprio Boss AC (“AC para os amigos”) e afronta-o com optimismo. Sendo assim, Boss AC confessa que ele não gosta de falar de “Critica” sendo que prefere definir este tema como um “retrato” o mesmo “uma observação.
Como já vão ver, o vídeo é muito engraçado e acompanha no seu desenho o espírito da música. No que diz respeito as personagens do vídeo há uma curiosidade: embora seja evidente que se inspira neles, o Boss AC tem proibido dizer o nome a marca de brinquedos que inspirou-lhe.



Segundo o que eu pode ler, Boss AC é um dos iniciadores do movimento Hip hop em Portugal. Este filho de dos artistas caboverdianos começou a sua carreira nos anos noventa. O seu sucesso acrescentou muito nos últimos anos. Foi nesse 2012 que ele lançou o seu sexto álbum “AC para os amigos”. Nesta entrevista, ele explica porque é que escolheu esse título e quais são os seus projectos.



Há mais um dato que queria acrescentar. Outro dos temas deste disco, “Tu és mais forte”, lançado em abril de 2012 faz parte de uma campanha de apoio as crianças desfavorecidas em tudo o mundo.

Desfrutem do vídeo e, quando tivessem oportunidade, ouçam a entrevista ao AC. Nestes momentos, nos que a maioria das pessoas a falar publicamente parescem sempre zangados é bom ouvir alguém a falar com naturalidade e optimismo.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Nas aulas: as vantagens de ficar no desemprego


É possível arranjarmos um emprego num Centro de emprego? Já conheceram alguém que o conseguisse? Eu também não. Na última turma a gente viu este sketch do programa “Estado de graça”. O resumo é mais ou menos este: embora o desempregado quer trabalhar e mesmo “ser útil”, a senhora Maria Eugénia, tenta convence-lo das muitas vantagens de estar no desemprego. Aliás da qualidade do seu conteúdo eu não posso deixar de mencionar uma frase dita pelo demandante de emprego: “Eu ainda acredito nos milagres: se o Porto foi campeão com o Vítor Pereira a ser o seu treinador, tudo é possível”. Recomendo que o vejam se tivessem um tempinho.